Produtos da marca Morello estão em plataformas online e devem ser devolvidos
Consumidores que compraram produtos específicos para decorar bolos e doces precisam ficar atentos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de itens que contêm substâncias não autorizadas, como glitter e polímeros plásticos. A medida afeta diretamente quem adquiriu esses materiais em marketplaces populares. A resolução da Anvisa, publicada no Diário Oficial da União, cita dois itens da marca Morello: a Folha de Ouro e o Pó/Brilho (Glitter) para decoração. Conforme o documento, a fabricante é a 3JG Indústria e Comércio de Artigos para Confeitagem Ltda. Os produtos com plástico circulam em plataformas como Shopee, Mercado Livre, Amazon e no Instagram.
Fiscalização em Curitiba motivou ação paralela
A agência reguladora ampliou a ação para outra empresa. A Anvisa ordenou a apreensão de todos os alimentos vendidos pela Nykax Produtos Naturais. A decisão partiu de uma tentativa frustrada de inspeção. A Vigilância Sanitária de Curitiba tentou vistoriar o estabelecimento em dezembro do ano passado e não localizou a empresa no endereço cadastrado. A origem dos produtos da Nykax é desconhecida. Por esse motivo, a Anvisa também proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de seus itens.
Medidas abrangem toda a cadeia de produção e venda
Para os produtos da marca Morello, a determinação é ampla. A Anvisa decretou a suspensão da fabricação, distribuição, comercialização e divulgação. O consumo também foi proibido. A medida visa retirar esses materiais do mercado de forma definitiva. A resolução RE nº 156, de 15 de janeiro de 2026, formaliza todas as determinações. O texto estabelece prazos para o recolhimento e comunica as penalidades pelo descumprimento.
Risco à saúde motiva a proibição
A inclusão de plásticos e glitter não comestíveis em produtos de decoração para alimentos representa um risco. A ingestão acidental desses materiais pode causar danos à saúde. A Anvisa classifica a prática como uma infração sanitária grave. A agência mantém o alerta para que consumidores verifiquem a composição de itens usados na confeitaria. A recomendação é utilizar apenas ingredientes e coadjuvantes de tecnologia autorizados para contato com alimentos.
