A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de dois lotes de produtos alimentícios por graves irregularidades. A decisão, publicada nesta sexta-feira (10/4), atinge o lote 316625 da mostarda amarela de 3,3 kg da marca Cepera e o lote 0108 da especiaria alecrim da marca Nati Sul. As medidas proíbem imediatamente a comercialização, distribuição e consumo desses itens em todo o território nacional.
No caso da mostarda, a própria fabricante, a Ind e Com de Prod Alim Cepera Ltda, identificou que o lote em questão não foi produzido por ela. Conforme a empresa, o produto não consta nos sistemas oficiais de controle de produção e rastreabilidade. O rótulo também é diferente dos modelos aprovados e controlados internamente. A situação levanta um alerta sobre a origem do material e a possibilidade de falsificação.
Contaminação por insetos e pelos de animal em alecrim
Já o alecrim da Nati Sul, produzido pela empresa Silvano Osvaldo Machado – MK Chas Especiarias, apresentou falhas graves de fabricação. Um Laudo de Análise Fiscal Definitivo do Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (LACEN-SC) comprovou a presença de contaminantes no produto. Nos ensaios, foram encontrados insetos vivos, indicando infestação, além de pelo inteiro e fragmentos de pelo de animal não identificado.
O laudo evidencia o descumprimento das condições higiênico-sanitárias e das boas práticas de fabricação. A presença de insetos vivos e de pelos de animal no alecrim coloca em risco direto a saúde do consumidor e revela uma falha crítica no processo produtivo. A Anvisa determinou o recolhimento total do lote 0108 do mercado.
O que as empresas devem fazer agora?
A ação fiscal da Anvisa é coercitiva. As empresas responsáveis pelos produtos — Cepera e MK Chas Especiarias — são obrigadas a recolher os lotes citados de todos os pontos de venda. Distribuidores e comerciantes também precisam retirar os itens das prateleiras. Quem descumprir a determinação está sujeito a penalidades, que podem incluir multas e outras sanções administrativas.
Para o consumidor que já adquiriu algum dos produtos dos lotes afetados, a orientação é não consumir. O ideal é devolver o item ao local da compra ou descartá-lo de forma segura. A história se repete com alertas sanitários, e quem paga a conta é o consumidor final, que precisa redobrar a atenção aos rótulos e às informações de lote. A pergunta que fica: quantos outros produtos com desvios passam despercebidos?