A força-tarefa da Operação Mobile 360⁰ chegou ao setor de telefonia. A Sefaz-Ba identificou indícios de sonegação fiscal em 14 empresas e deu um prazo para que comprovem sua regularidade.
A Sefaz-Ba acaba de acender o sinal de alerta para um grupo específico do comércio baiano. No rastro da Operação Mobile 360⁰, a secretaria intimou 14 empresas do setor de telefonia celular em Salvador e região metropolitana. O motivo? Fortes indícios de que estariam maquiando seus reais ganhos para pagar menos impostos.
A investigação, que vistoriou 20 estabelecimentos, escancarou uma discrepância gritante. Muitas lojas movimentavam valores vultosos em vendas por PIX e cartão — valores que simplesmente não batiam com o ICMS declarado ao Estado. A tática para desviar o fisco ficou ainda mais clara com a apreensão de quatro máquinas de cartão operando fora do CNPJ das empresas, um esquema clássico de sonegação.
Agora, a bola está com as empresas. Elas têm um prazo para apresentar defesa e comprovar que estão em dia com o fisco. Do contrário, o caminho será a autuação e as pesadas multas previstas em lei.
— A Secretaria da Fazenda do Estado atua em conjunto com a Polícia Civil em diversas ações que, tendo como objetivo mais amplo coibir crimes em geral, acabam atuando no combate à prática de sonegação fiscal propriamente dita — explicou a inspetora-chefe Sheilla Meirelles.
Do outro lado, o coordenador Osvaldo Ribeiro reforça o discurso oficial: o combate à sonegação é uma questão de justiça tributária. A mensagem é clara: a concorrência desleal, que sufoca os comerciantes honestos, não será tolerada. Mas a pergunta que fica no ar é: as penalidades serão suficientes para inibir a fraude e equilibrar de fato a competição?
Enquanto isso, a Operação Mobile 360º, que deu origem a toda essa apuração, segue seu curso. Só na sétima edição, entre agosto e outubro, a Polícia Civil apreendeu 2.181 celulares — a maioria já devolvida aos legítimos donos. Uma guerra contra o crime que, agora, mostrou ter mais uma frente aberta: a guerra fiscal.
