Três homens foram autuados pela Polícia Civil após a descoberta de um cativeiro de animais silvestres na zona rural de Iguaí. As aves resgatadas agora aguardam reabilitação para voltar à natureza.
A rotina pacata do distrito de Iguaibí, na zona rural de Iguaí, foi quebrada na manhã de quarta-feira (26) pelo trabalho silencioso e preciso da Polícia Civil. Seguindo denúncias, uma operação conjunta das Delegacias de Ibicuí e Iguaí localizou e desmantelou um cativeiro de animais silvestres. O imóvel, que supostamente servia como ponto de armazenamento e venda ilegal de pássaros, escondia diversas gaiolas com espécimes da fauna nativa — todos mantidos longe de seus habitats sem qualquer autorização.
Os Responsáveis e a Lei
No local, os policiais identificaram e conduziram para a delegacia três homens, com idades de 55 e 75 anos. A autoridade policial lavrou Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), e os suspeitos responderão ao processo em liberdade. A base para a autuação foi a Lei de Crimes Ambientais — que não é branda. A legislação prevê detenção de seis meses a um ano, além de multa, para quem caça, captura ou utiliza espécies da fauna silvestre.
A pergunta que fica é: será que a perspectiva de uma pena, mesmo que aplicada em liberdade, será suficiente para coibir uma prática tão enraizada em certas regiões?
Um Futuro para as Aves
Enquanto os autuados respondem à Justiça, o destino dos animais tomou um rumo mais esperançoso. Todas as aves resgatadas — que tiveram sua liberdade interrompida — foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS). Lá, passarão por uma avaliação cuidadosa e por um processo de reabilitação.
— Só então, quando estiverem prontas, serão devolvidas aos seus cantos na floresta. O ciclo, violado pela ação humana, será finalmente fechado.
