A sociedade civil baiana ganha voz ativa na defesa dos direitos femininos. A Secretaria de Políticas para as Mulheres abriu inscrições para entidades comporem o Conselho Estadual, com mandato de 2026 a 2028.
O edital saiu. E a mobilização começou.
Até 9 de janeiro de 2026, entidades da sociedade civil podem se inscrever para integrar o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM). O edital, publicado no Diário Oficial do último sábado (22), marca o início de um processo que definirá as vozes que representarão as mulheres baianas nos próximos três anos.
As organizações precisam enviar ofício e documentação para o e-mail eleicoes2025cddm@spmba.ba.gov.br, indicando a delegada que participará do Colégio Eleitoral.
Mais que um conselho: um instrumento de luta
Criado pela Lei nº 12.211/2011, o CDDM não é apenas um órgão consultivo. Ele é a ponte entre a gestão pública e as demandas reais das mulheres — um espaço para definir diretrizes que combatam a discriminação e garantam equidade.
A secretária Neusa Cadore não poupa palavras: “O CDDM garante a participação social na gestão”. Para ela, o conselho é essencial para monitorar e implementar políticas públicas que atendam à diversidade feminina na Bahia.
Quem tem vez nessa história?
O processo seletivo terá duas etapas: habilitação inicial e eleição final. Podem se candidatar entidades enquadradas em categorias como:
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Organizações de mulheres com atuação reconhecida
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Trabalhadoras rurais e urbanas
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Mulheres negras, indígenas e LBT
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Acadêmicas vinculadas aos estudos de gênero
A exigência é clara: as entidades devem representar a pluralidade das mulheres baianas — seja em recortes de raça, classe, território ou orientação sexual.
Os eixos que guiarão a atuação
A diversidade de representação precisa vir acompanhada de ações concretas. As entidades devem atuar em um ou mais eixos dos Planos Estaduais, que incluem desde autonomia econômica e enfrentamento à violência até cultura não discriminatória e justiça ambiental.
São pilares que refletem lutas históricas — e mostram que a pauta feminista não se separa de outras bandeiras sociais.
E agora?
A abertura das inscrições é um passo. Mas o desafio está na execução. Será que as vozes que chegarem às salas de reunião conseguirão ecoar as urgências das ruas?
A resposta depende da mobilização de quem vive, no cotidiano, a luta por direitos. E a Bahia, com sua tradição de resistência, parece mais uma vez disposta a liderar esse debate.
Prazo final: 9 de janeiro de 2026
Edital: Diário Oficial de 22/11
Informações: eleicoes2025cddm@spmba.ba.gov.br
