Sob uma chuva intensa em Salvador, o Bahia viu o Fortaleza virar o jogo na Arena Fonte Nova. A segunda derrota em casa no campeonato custou caro: a equipe baiana despencou para a sétima posição.
O Domínio que Não Virou Gol
O jogo começou com o campo pesado — a forte chuva que castigou Salvador na tarde de quinta-feira deixou sua marca. Apesar do gramado encharcado, foi o Bahia quem saiu na frente. Logo aos 4 minutos, uma jogada de Willian para Pulga terminou com uma defesa espetacular do goleiro Breno. A pressão continuou: Ademir, Jean e Willian José assustaram a defesa do Fortaleza em sequência.
O Esquadrão dominava, criava, mas a bola teimava em não entrar. Pulga ainda testou o goleiro com um chute de fora da área. O Bahia fazia tudo, menos o principal: marcar.
E o futebol é cruel. Aos 29 minutos, contra a maré das chances, o Fortaleza simplesmente abriu o placar. Seis minutos depois, ampliou. Dois ataques, dois golpes — uma lição de eficácia para um Bahia que desperdiçou chances claras.
A Reação Tardia e Insuficiente
A segunda etapa começou com o Bahia precisando correr atrás do prejuízo. A equipe tentava, mas sem a periculosidade do primeiro tempo. A melhor chance veio aos 17 minutos, com Pulga perdendo uma oportunidade cara.
Aos 19, uma luz: pênalti a favor. Willian José converteu e acendeu um frágil pavio de esperança na Fonte Nova. O time seguiu pressionando, mas o jogo já tinha um dono. Aos 30 minutos, Deyverson matou a esperança baiana: 3×1.
Tiago ainda diminuiu no final, aos 42, mas foi só o consolo para o placar. Um grito de guerra abafado pela realidade do marcador.
E Agora, Esquadrão?
A derrota não foi apenas um tropeço. Foi um tombo na tabela. Com os 53 pontos, o Bahia escorregou para a sétima colocação, deixando escapar uma posição direta na Sul-Americicana.
O próximo desafio é na Arena Fonte Nova, diante do Vasco, no domingo (23). Será que o time de Rogério Ceni saberá transformar a frustração de quinta-feira em combustível para a reação?
