Carnaval 2026 gera renda com 280 toneladas de recicláveis

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Carnaval 2026 gera renda com 280 toneladas de recicláveis

Lúcia L.F
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Cooperativa de reciclagemFoto: Otávio Santos/ Secom PMS

Coleta seletiva na folia impulsiona economia de catadores

O Carnaval de Salvador 2026 movimentou a economia da reciclagem. Cooperativas de catadores já direcionaram 280 toneladas de materiais recolhidos durante a festa para a indústria. O volume representa uma fonte de renda direta para centenas de trabalhadores do setor.

Conforme dados da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), a operação estruturou três frentes. Camarotes contrataram cooperativas para a coleta interna. Centrais de reciclagem nos circuitos deram suporte a catadores autônomos. A ação “Plástico é Vida” completou a estratégia. O chefe de Assessoria Estratégica da Limpurb, Thiago Figueiredo, atribuiu o aumento ao reforço dessas estruturas. “Saímos de 225 toneladas em 2025 para aproximadamente 280 toneladas neste Carnaval de 2026”, afirmou.

Triagem define destino industrial dos resíduos

Latinhas de alumínio, garrafas plásticas e papelão lideraram os materiais coletados. As cooperativas realizam a triagem. Depois, comercializam o produto com indústrias recicladoras. O alumínio retorna rapidamente ao mercado como nova embalagem. O plástico se transforma em recipientes, fibras têxteis ou peças industriais.

Thiago Figueiredo detalhou o fluxo. “Todo o material recolhido é encaminhado para cooperativas”. A venda gera recursos distribuídos entre os trabalhadores. O processo melhora as condições de trabalho e a estrutura social das cooperativas.

Cooperativas relatam ganho ambiental e financeiro

A Cooperativa CRUN, de Nazaré, recolheu 21 toneladas. Seu presidente, Cristiano Alves, destacou o duplo impacto. “Esse trabalho evita que os materiais contaminem os mares. Catadores realizam um serviço essencial, retirando resíduos do ambiente”.

Já a Cooperativa Bariri, do Engenho Velho de Brotas, arrecadou mais de 20 toneladas. Seu presidente, Elias Júnior, explicou uma mudança no modelo. “Cortamos todos os atravessadores. Estabelecemos uma parceria direta com a fábrica de alumínio”. O acordo permitiu repassar um valor maior ao catador. “Conseguimos pagar melhor ao trabalhador”, disse.

As centrais de reciclagem nos circuitos concentraram 182,6 toneladas. Os camarotes contribuíram com 84,5 toneladas. A ação “Plástico é Vida” somou 12,6 toneladas ao total.

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