A temporada de águas abertas na Bahia chega ao clímax. Entre 21 e 23 de novembro, a Praia de Inema sedia as finais do campeonato estadual e etapas nacionais, aquecendo para a grande Travessia Itaparica-Salvador.
A energia das águas da Bahia está diferente. O ano de 2025 marca duas décadas de natação em águas abertas no estado, e a celebração não poderia ser em lugar melhor: a Praia de Inema, em Salvador, recebe as finais que são o ponto alto da temporada.
Entre os dias 21 e 23 de novembro, o mar vai fervilhar de competição. O evento é a última chance para os atletas garantirem vaga na lendária Travessia Itaparica-Salvador — que comemora sua 10ª edição em dezembro. Mas vai muito além: é a final do Campeonato Baiano, da Copa Brasil, do Brasileiro Interclubes e até do Sul-Americano de Clubes e Seleções. Uma verdadeira convergência de raias no litoral baiano.
E o melhor: a festa foi planejada para incluir todo mundo. A Federação Baiana de Desportos Aquáticos (FBDA) criou dois circuitos com a cara da Bahia. O Circuito Osmar — para os mais experientes — oferece provas de até 10 km. Já o Circuito Dodó é a porta de entrada, com distâncias acessíveis para iniciação e categorias de base. Uma homenagem em forma de natação à dupla do axé music.
A temporada 2025 já mostrou sua força. O circuito passou por águas doces e salgadas — do Rio São Francisco, em Juazeiro, ao Rio Paraguaçu, em Santo Estevão —, provando que a natação baiana não tem fronteiras. A 9ª etapa, no 2º Distrito Naval, reuniu 553 nadadores. Um sinal claro do crescimento.
Para Marco Antônio Lemos, presidente da FBDA, o momento é de celebração de uma trajetória. “É uma honra fechar a temporada no nível que a gente planejou: as finais em Inema reúnem Bahia, Brasil e mundo num só lugar”, afirma. E ele arremata, com a confiança de quem viu a modalidade crescer: “Inema mostra que a Bahia não está só participando dos esportes aquáticos, está se colocando como destaque”.
Qual o legado de 20 anos de braçadas no mar? O evento em Inema não é só sobre medalhas. É a consolidação de uma cultura esportiva que envolve clubes, atletas de base, masters e elites — criando uma narrativa poderosa de pertencimento.
Se depender da força dos nadadores baianos, o futuro das águas abertas no estado segue tão promissor quanto a vista da Baía de Todos-os-Santos. E em dezembro, a festa continua, com a travessia histórica que liga Itaparica a Salvador — o grande palco de coroação para essa turma que não tem medo de mar aberto.
