O palco é a rua, a plateia é a cidade
O Largo Tereza Batista se prepara para uma noite de risos e homenagem ao Carnaval. Nesta quarta (4), às 19h, o espetáculo “Chame Gente – Um Carnaval em Cada Esquina” ocupa o coração do Pelourinho. Leandro Santolli e Danilo Cairo, sob a direção de Paula Lice, prometem uma celebração bem-humorada da festa de Momo. A apresentação, gratuita, marca o encerramento das atividades teatrais do Verão das Artes no local, aquecendo o clima para a folia que se aproxima.
Um final de semana para valorizar quem faz
O projeto, porém, guarda seu grande ato final para o sábado (7). No Largo Pedro Archanjo, às 16h30, o “Cenas Curtas” toma o palco. A iniciativa da Funceb selecionou oito esquetes de artistas de todos os 27 territórios de identidade da Bahia. Cada grupo tem apenas 15 minutos para apresentar seu trabalho ao público. A ação vai além da exibição: ela premia o esforço criativo. Conforme o edital do projeto, os três primeiros colocados recebem valores simbólicos, com o vencedor faturando R$ 1 mil. Essa é uma vitória concreta para a cena independente. O “Cenas Curtas” injecta um fôlego financeiro direto no bolso dos artistas, com uma ajuda de custo para todos os selecionados. O projeto recebe apoio do Governo do Estado, via Secretaria de Cultura, através da Política Nacional Aldir Blanc Bahia.
Mais que um evento, um respiro para a cultura baiana
Durante meses de janeiro e fevereiro, o Verão das Artes movimentou Salvador com dança, cinema e teatro. A proposta, integrada ao “Verão da Bahia. Um Estado de Alegria”, transformou espaços públicos em pontos de encontro. A arte saiu dos lugares convencionais e encontrou o público onde ele está: na rua, no largo, no fluxo da cidade. A programação gratuita e acessível democratiza o acesso. Ela também cria um circuito de visibilidade para talentos que, muitas vezes, circulam apenas em nichos. Levar essa diversidade estética para o Pelourinho é afirmar o bairro como palco vivo da cultura contemporânea.
O legado fica nas esquinas
Quando as luzes do “Cenas Curtas” se apagarem, o que permanece? Fica o incentivo a processos criativos novos. Fica o reconhecimento público do trabalho de grupos que vêm de diversas partes do estado. Fica a memória de um verão em que a arte ocupou, com vigor, as praças e largos da capital. O Verão das Artes não se encerra no dia 7. Ele ecoa no fortalecimento de uma comunidade artística que vê, nessas ações, um sinal de valorização e um espaço para existir.
