Bahia exporta biodiesel sustentável para a Europa em 2026

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Bahia exporta biodiesel sustentável para a Europa em 2026

P. Fonseca
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biodiesel em frasco no laboratórioImagem Ilustrativa gerada com IA

Novos embarques estão previstos para este trimestre

A Bahia prepara novas exportações de biodiesel para a Europa ainda no primeiro trimestre de 2026. A informação foi confirmada durante reunião entre o Governo do Estado e a Petrobras Biocombustível (PBio). Os embarques anteriores, realizados em 2025, saíram do Porto de Aratu. A produção ocorre na Usina de Biodiesel de Candeias, que passou por modernização. Segundo o diretor de Biodiesel da PBio, Flávio Tomiello, o volume produzido aumentou de forma significativa. “Nossa perspectiva é de ampliação ao longo deste ano”, afirmou Tomiello.

Produto atende rigorosos padrões internacionais

O biodiesel baiano conquistou o mercado europeu ao cumprir critérios exigentes. Conforme dados da empresa, o combustível gerou mais de 84% menos emissões de gases de efeito estufa que o diesel fóssil. O produto também possui a certificação ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), que atesta sua sustentabilidade e rastreabilidade. A matéria-prima utilizada foi o óleo técnico de milho. A cadeia produtiva no estado se integra com fornecedores da Região Metropolitana de Salvador e do Oeste baiano, região que também se destaca em outros setores, como a avicultura.

Diálogo reforça estratégia de longo prazo

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, participou do encontro. Para Almeida, o avanço do setor faz parte de uma estratégia de longo prazo. “O fortalecimento da produção em Candeias mostra que é possível unir desenvolvimento econômico, geração de empregos e sustentabilidade ambiental”, disse o gestor. A reunião também contou com a presença do coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, e do gerente da usina de Candeias, Valter Paixão.

Iniciativa amplia fontes de matéria-prima

A PBio e o governo estadual discutem a estruturação de novas cadeias de suprimentos. O foco inclui gorduras animais e óleos residuais, como o óleo de cozinha usado. A iniciativa prevê a participação de associações de catadores e cooperativas. Angelo Almeida citou a sinergia com a nova usina de etanol de milho em Luís Eduardo Magalhães. Essa integração, conforme o secretário, fortalece a Bahia como polo estratégico global e amplia oportunidades de investimento, seguindo a mesma lógica de outros projetos estruturantes, como o Conecta Bahia e a reativação da fábrica de torres eólicas. O compromisso com a sustentabilidade também se reflete em outras áreas, como a segurança hídrica e o combate à fome.

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