Salvador abraça o Atlântico em regata histórica

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Salvador abraça o Atlântico em regata histórica

Júlia Leal
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Regata InternacionalFoto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Uma aventura solitária de 6,5 metros chega à nossa costa

Imagine cruzar o oceano sozinho, em um barco do tamanho de um carro médio. Essa é a essência da Mini Transat, uma das regatas mais desafiadoras do mundo. Em 2027, o destino final dessa jornada épica será Salvador. A cidade receberá os 90 navegadores que partirem de La Rochelle, na França, após uma travessia de cerca de quatro semanas. A notícia, confirmada pela Secretaria Municipal do Mar (Semar), coloca a capital baiana no mapa global da vela de alto rendimento. A escolha de Salvador não foi por acaso. A secretária da Semar, Duda Lomanto, enxerga o evento como um catalisador para a cultura náutica local. “Vamos receber os competidores do jeito caloroso que só Salvador sabe fazer”, promete. Ela destaca que a maioria dos participantes é jovem e amadora, tratando a prova como uma escola para futuros grandes navegadores. O evento promete movimentar a cidade além das águas da Baía de Todos-os-Santos, um cenário que também inspira iniciativas como a dos veleiros jovens que pintam a baía de sonhos e movimento.

Mais do que esporte: emprego, cultura e sustentabilidade

A Prefeitura já trabalha nos detalhes. A Semar define o local de atracagem, estudando a construção de uma nova marina ou o uso de estruturas existentes. Em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), uma agenda cultural está em elaboração. O plano é criar uma experiência rica para atletas, suas famílias e a imprensa internacional que cobrirá a competição. Conforme o relato oficial enviado ao portal, a expectativa é de geração de emprego e renda para a cidade. A Mini Transat carrega também um compromisso com o planeta. A organização assumiu a meta de reduzir pela metade a pegada de carbono do evento entre 2027 e 2029. A iniciativa segue a ambição ambiental de La Rochelle, cidade de partida, e se alinha ao compromisso de mobilidade sustentável que já rendeu prêmios globais a Salvador. A regata, que existe desde 1977, se renova trazendo para Salvador não apenas a emoção do esporte, mas também reflexões sobre nosso impacto nos oceanos que ousamos cruzar. A cidade se prepara para esse encontro, que deve movimentar a estrutura de transporte e o turismo. A chegada das pequenas embarcações em 2027 será mais que a linha de chegada de uma prova. Será o abraço de Salvador a um espírito aventureiro, um investimento no seu potencial náutico e uma festa que mistura o suor do mar com o calor da nossa gente, um espírito comunitário que também se vê em ações como a que a saúde leva para a folia da Mica Lauro.

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