Veleiros jovens pintam a baía de sonhos e movimento

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Veleiros jovens pintam a baía de sonhos e movimento

Júlia Leal
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Competição de VelasFoto: Yacht Clube da Bahia

Um caleidoscópio de cores no azul da baía

Imagine mais de 200 pequenas velas coloridas cortando as águas entre Salvador e Itaparica. Essa pintura em movimento é a nova paisagem da Baía de Todos-os-Santos. Crianças e adolescentes, de 6 a 13 anos, comandam seus barcos da Classe Optimist na principal competição de base do país. O vento que empurra essas embarcações também traz um sopro de energia para a ilha. Famílias inteiras, técnicos e atletas de oito estados e até da Argentina transformaram Itaparica em um ponto de encontro de paixões: pela vela, pela descoberta e pela cultura baiana.

Mais do que uma regata, uma experiência que fica

A escolha de Itaparica para sediar o Campeonato Brasileiro não foi ao acaso. Conforme explicou o comodoro do Yacht Clube da Bahia, Ricardo Dantas, a decisão veio da combinação única que a cidade oferece. “A qualidade da marina, a excelência da raia e o perfil acolhedor, turístico e histórico de Itaparica foram decisivos”, afirmou Dantas ao portal. O superintendente da Setur-BA, Celso Duarte, complementa: a infraestrutura qualificada, a gastronomia e as belezas naturais garantem que a viagem vá além da competição. São novas vivências que esses visitantes levam na bagagem. O entusiasmo é compartilhado por quem entende do assunto. “Velejar em Itaparica é um sonho”, confessou Jônatas Gonçalves, diretor da Confederação Brasileira de Vela. Ele enumera as razões: vento constante, mar limpo e as condições ideais que a baía proporciona. Sonho que, agora, se realiza para uma nova geração de velejadores.

O cenário perfeito: uma ilha em festa

A vela encontrou Itaparica em um momento efervescente. A ilha acabava de celebrar os 203 anos da Independência do Brasil na Bahia, com homenagens à heroína Maria Felipa e shows que ecoaram até o domingo. O ritmo da festa cívica deu lugar ao silêncio concentrado das regatas, mas a energia permanece. Ainda no domingo, as mesmas águas que recebem os barcos a vela testemunharam a procissão marítima do Senhor do Bonfim, em mais um capítulo da forte tradição religiosa que move a região.

O legado que vai além do pódio

Enquanto os jovens atletas focam nas manobras e no vento, um movimento silencioso acontece em terra. Restaurantes, pousadas e comerciantes sentem o pulsar de cerca de 500 pessoas que ocupam a cidade com tempo livre para explorar. A marina de padrão internacional, construída pelo governo baiano, prova seu valor não como uma obra estática, mas como um palco para eventos que injetam vida na economia local. Itaparica se revela, assim, muito mais que um cartão-postal. Ela se consolida como um território de acolhimento, capaz de abraçar grandes histórias – sejam elas de fé, de liberdade ou de jovens velejadores escrevendo seu primeiro capítulo no mar.

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