Operação interrompe venda de bebidas suspeitas e suspende festa no interior

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Operação interrompe venda de bebidas suspeitas e suspende festa no interior

P. Fonseca
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Garrafa com bebidas suspeitas apreendidas pela polícia civilFoto: ASCOM PCBA

O direito do consumidor à segurança e a integridade da saúde coletiva pautaram a deflagração da Operação Poison Drink nesta quinta-feira (8). A ação conjunta resultou no fechamento imediato de três estabelecimentos e na apreensão de um volume expressivo de mercadorias com indícios de adulteração ou procedência ilícita. O impacto mais imediato para a comunidade foi o cancelamento de um evento festivo programado para este sábado (10), em um clube particular no povoado de Tanque da Gameleira, após a prefeitura revogar o alvará de funcionamento devido às irregularidades detectadas.

A ofensiva policial não se limitou apenas à apreensão de ativos. Uma pessoa foi levada à delegacia para prestar depoimento, enquanto os órgãos de controle tributário e sanitário realizavam o pente-fino nos locais visitados. Esta postura enérgica das autoridades levanta uma questão central: até que ponto o mercado informal de destilados tem colocado em risco a vida dos foliões em festas regionais?

Raio-X das Apreensões e Interdições

O trabalho de campo concentrou-se no perímetro urbano de Cansanção e na zona rural. A força-tarefa, que uniu a Polícia Civil (19ª Coorpin e DT/Cansanção) a setores da Vigilância Epidemiológica e Tributária, contabilizou centenas de unidades de produtos destinados ao consumo humano sem as devidas garantias de origem.

Resumo da Operação:

A diversidade das bebidas apreendidas sugere um esquema de distribuição que atende desde pequenos bares até grandes eventos. A perícia técnica agora deve determinar se o conteúdo das garrafas apresenta substâncias nocivas ou se a fraude é puramente fiscal e de rotulagem.

Combate à Sonegação e Crimes contra a Economia Popular

Além do risco biológico, a Operação Poison Drink atacou a estrutura de sonegação fiscal no Centro Norte baiano. A comercialização de produtos sem nota fiscal ou com selos falsificados gera um prejuízo direto ao erário e estabelece uma concorrência desleal com o comerciante que atua dentro da legalidade.

O envolvimento do Setor de Tributos do município sinaliza que o monitoramento será intensificado em outras cidades da microrregião de Senhor do Bonfim. A estratégia é asfixiar o fluxo financeiro de grupos que lucram com a venda de álcool adulterado. Para o cidadão, o prejuízo pode ser irreversível; para o Estado, o foco é a ordem econômica e o cumprimento das normas sanitárias vigentes.

Vigilância Atenta em Salvador e Interior

Embora o epicentro desta operação tenha sido Cansanção, o cenário serve de alerta para Salvador e a Região Metropolitana. Com a proximidade de grandes eventos de verão e festas populares, o comércio de destilados atinge seu pico. A apreensão de mais de 500 garrafas no interior acende a luz amarela para os órgãos de fiscalização na capital baiana.

É recorrente que lotes irregulares circulem em depósitos de bebidas e festas de rua durante o período de alta temporada. A articulação entre a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária, como vista no interior, é o modelo que se espera para evitar intoxicações graves em grandes aglomerações, como as que ocorrem durante o Cortejo do Bonfim. O cidadão que identificar preços muito abaixo do mercado ou embalagens com sinais de violação deve utilizar o Disque Denúncia (181) para colaborar com a segurança de todos.

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