Delegacia modelo e estande de tiro: O que esperar da futura casa de formação da Polícia Civil

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Delegacia modelo e estande de tiro: O que esperar da futura casa de formação da Polícia Civil

P. Fonseca
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Um agente e uma agente de segurança públicaFoto: Rafael Rodrigues

A preparação dos novos agentes que atuarão na defesa da sociedade baiana ganhará um reforço logístico estratégico em breve. Localizada em uma área de fácil acesso, vizinha à Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE) e ao Aeroporto Internacional de Salvador, a futura sede da Academia da Polícia Civil (Acadepol) ultrapassou o marco de 50% de execução física. O avanço representa um passo concreto dentro do cronograma de atualização das unidades da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Este projeto não se limita a tijolos e argamassa. Ele sinaliza uma mudança na metodologia de ensino policial no estado. Ao centralizar recursos técnicos avançados em um único complexo, o Governo busca otimizar o tempo de resposta e a qualidade técnica dos ingressantes nas carreiras policiais.

Complexo de Treinamento: O que compõe a nova sede

A engenharia do local segue padrões de unidades escolares de tempo integral, adaptadas para a realidade tática. O acompanhamento técnico é realizado pela Coordenação Executiva de Infraestrutura da Rede Física (Ceirf), assegurando que o aporte financeiro resulte em ambientes de alta performance.

Recursos em fase de implementação:

  • Aprimoramento Prático: Delegacia Modelo para simulações de atendimento cotidiano.

  • Capacidade Tática: Estande de tiro moderno e adequado às normativas de segurança.

  • Condicionamento Físico: Piscina e quadra poliesportiva para o preparo dos alunos.

  • Educação Teórica: Salas de aula amplas com suporte tecnológico para novas doutrinas policiais.

Impacto para a Segurança em Salvador e Região Metropolitana

A escolha do terreno próximo ao Aeroporto de Salvador e na divisa com Lauro de Freitas não é por acaso. Essa localização facilita o deslocamento de instrutores e o intercâmbio com a CORE, permitindo que o aluno esteja inserido em um ecossistema de operações especiais desde o período de formação.

Para Lauro de Freitas e a capital, a presença de um complexo educacional deste porte aumenta a movimentação de efetivo e a vigilância indireta no entorno. A pergunta que fica para a gestão pública é como essa modernização física será acompanhada por novos concursos, já que a estrutura robusta exige, por lógica, um fluxo contínuo de novos servidores para justificar o investimento.

Gestão e Prazos da Rede Física

O major BM Leonardo Rodrigues, à frente da Ceirf, enfatiza o acompanhamento rigoroso das etapas construtivas. O objetivo central é entregar um equipamento que permita ao policial sair da academia com domínio pleno das ferramentas de trabalho.

A fiscalização constante evita atrasos comuns em obras públicas desse porte e assegura que as especificações técnicas, como o isolamento acústico dos estandes e a ergonomia das salas, sejam respeitadas. A integração de um modelo pedagógico de “tempo integral” na formação policial é uma tentativa de elevar o padrão profissional, afastando o aprendizado de improvisos.

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