Salvador brilha no principal mercado de indústrias criativas do país

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Salvador brilha no principal mercado de indústrias criativas do país

Lúcia L.F
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Foto e texto: Ascom Secult

Sete profissionais da capital baiana marcaram presença no MICBR 2025, um dos maiores eventos do setor na América Latina. A missão, uma parceria da Secult com o Sebrae, mira novos negócios e projeção internacional.

Salvador não está apenas participando da conversa sobre economia criativa no Brasil — está ajudando a escrever o roteiro. A prova veio com a presença estratégica de uma delegação da cidade no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, em São Paulo. Sete agentes do audiovisual, da música e da moda, selecionados a partir de uma lista do MinC, foram os embaixadores desse potencial.

O evento, um dos mais relevantes da América Latina, é onde o futuro dos negócios criativos é costurado. Reúne de produtores a compradores internacionais. Para os profissionais baianos, estar lá era mais que uma viagem; era uma porta aberta para qualificação, networking e, principalmente, para vender sua arte para o mundo.

— Essa missão consolida o avanço da cidade na agenda da economia criativa — afirma Gabriela Rocha, gerente de Linguagens Artísticas e Negócios Criativos da Secult.

Mas e o resultado? Visibilidade, conexões e um reforço na capacidade de os criativos locais pensarem em escala global. Para Milena Anjos, gerente de Audiovisual da Secult, a presença no MICBR é um divisor de águas. “Amplia o acesso a oportunidades e contribui diretamente para a circulação das nossas produções”, destaca.

Por trás da delegação, há um movimento mais amplo e permanente: o Projeto Conexão SSA Criativa. Fruto da convergência entre a Secult e o Sebrae Bahia, a iniciativa prepara o terreno para que os criativos da cidade não sejam apenas talentosos, mas também competitivos e estruturados para conquistar mercados.

O compromisso, em tese, é claro: transformar a criatividade — essa matéria-prima que Salvador tem de sobra — em um verdadeiro vetor de inovação e geração de renda. Os setores criativos são, afinal, estratégicos para a identidade e a economia de uma cidade.

A pergunta que fica no ar, depois do burburinho das reuniões e dos negócios fechados em São Paulo, é se esse impulso será suficiente para dinamizar de fato os territórios da capital. O potencial é inegável. Agora, é preciso garantir que o brilho dos holofotes nacionais se traduza em oportunidades concretas nos bairros e nos estúdios de Salvador. A semente foi plantada. O cultivo, no entanto, é um trabalho de todos os dias.

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