PF combate crimes digitais: vazamento de nudes e apologia ao nazismo

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PF combate crimes digitais: vazamento de nudes e apologia ao nazismo

P. Fonseca
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Ombro de policial mostrando o brasão da Polícia Federal© PF/Divulgação

Em um duplo ataque a crimes que nascem na sombra da internet, a Polícia Federal deflagra duas operações nesta quinta. Uma mira a rede de vazamento de imagens íntimas; a outra, ameaças nazistas a universidades.

Destaques:

  • O alvo da ‘Operação Poditor’: um homem que coletava imagens íntimas de mulheres à sua revelia e as vendia para sites pornô.

  • O cenário do crime: relacionamentos virtuais que se transformaram em armadilha para vítimas no RJ, SP e exterior.

  • A ‘Operação Valquíria’: a resposta da PF às ameaças de cunho nazista enviadas a instituições federais de ensino, com ações na Bahia e em MG.

Duas frentes de investigação, um mesmo campo de batalha: o digital. Nesta quinta-feira (4), a Polícia Federal pôs em marcha operações que parecem mundos distintos, mas compartilham a violência que se propaga pela rede.

A primeira, batizada de Operação Poditor, expõe uma fraude intimista de crueldade calculada. O alvo é um homem que mantinha relacionamentos virtuais com mulheres — um cenário comum, de aparente normalidade. A diferença, criminosa, estava nos bastidores. Ele armazenava fotos e vídeos íntimos sem o conhecimento ou consentimento das vítimas. O destino final desse material? A comercialização em sites internacionais de pornografia, onde a identidade das mulheres era exposta ao mundo.

O detalhe que corta a respiração: as imagens foram obtidas em São Paulo, no Rio de Janeiro e também no exterior. Mulheres que acreditavam estar em um ambiente seguro, trocando confiança, tiveram sua privacidade transformada em mercadoria. Os mandados de busca e apreensão já recolheram celulares, discos rígidos e outras mídias usadas nesse esquema.

Enquanto isso, na Bahia, outro tipo de ódio ganhava resposta. A Operação Valquíria foi deflagrada para frear uma onda de ameaças e apologia ao nazismo direcionada a universidades federais. A investigação partiu de e-mails de conteúdo ameaçador e ideologia neonazista enviados às instituições. As diligências, que também ocorrem em Belo Horizonte (MG), já têm um principal suspeito no radar das autoridades.

São duas faces de um tempo complexo: de um lado, a violação que usa a intimidade como arma; do outro, a intolerância que ressurge com símbolos do maior horror da história. Ambas operações mostram um desafio permanente — como proteger a sociedade de crimes que são virtuais, mas cujas consequências são profundamente, e dolorosamente, reais.

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