✦ Resumo

Prefeitura de Salvador ranqueou 736 famílias para unidades do Minha Casa Minha Vida em Cassange, com seleção baseada em critérios de vulnerabilidade.

Pessoas se escrevendo ni Minha Casa minha vida Cassange
Foto e texto: Ascom Seinfra

Como funciona a seleção para as novas casas em Salvador?

A Prefeitura de Salvador ranqueou 736 famílias para ocupar unidades do programa Minha Casa, Minha Vida no conjunto Cassange I, II e III. O procedimento de seleção, realizado na manhã desta sexta-feira, 20 de setembro, no auditório da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), no Comércio, contou com o acompanhamento da Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA). A ação antecede a conclusão das obras para que os futuros beneficiários tenham prazo hábil para organizar a documentação exigida pela Caixa Econômica Federal e formalizar os contratos de habitação. O fato é que o ranqueamento é conduzido por um sistema informatizado que atribui pontuação às famílias inscritas. Conforme dados da Seinfra, os critérios misturam regras federais e municipais e permitem uma pontuação máxima de 12 pontos. Quem paga a conta é o morador que tenta uma vaga: todos os dados declarados, como composição familiar e condições de vulnerabilidade, precisam estar atualizados no Cadastro Único (CadÚnico) e serão checados ponto a ponto.

Quais critérios definem a pontuação das famílias?

Foram estabelecidos perfis prioritários que garantem pontos extras no sistema. A lista inclui mulheres responsáveis pela unidade familiar, pessoas negras, idosos, pessoas com deficiência e mulheres vítimas de violência doméstica. A presença de crianças ou adolescentes no núcleo familiar também soma pontos, assim como a condição de pessoa com câncer ou doença rara, crônica ou degenerativa. O secretário municipal da Seinfra, Luiz Carlos de Souza, explicou a estratégia. “Quando o empreendimento atinge um percentual avançado de execução, realizamos a seleção para dar tempo de montar o dossiê com a documentação dos beneficiários e encaminhá-lo à Caixa Econômica Federal”, afirmou. A reportagem do BahiaBR acompanha há anos a demanda por habitação popular na capital baiana. Desta vez, além das 736 vagas principais, foi formado um cadastro reserva com 30% desse total, uma medida padrão para cobrir possíveis desistências ou improcedências durante a fase de checagem documental.

Transparência do processo é atestada por órgão de controle

A corregedora-geral da Defensoria Pública da Bahia, Maria Auxiliadora Teixeira, participou da sessão de ranqueamento. Ela destacou que a presença do órgão visa assegurar a lisura do processo. “A Defensoria foi convidada e estará sempre presente para acompanhar e atestar a lisura e a transparência do processo. Nos sentimos na obrigação de participar e parabenizamos a administração municipal pelo convite, que demonstra o compromisso em beneficiar, de fato, os mais vulneráveis”, declarou Teixeira. Os nomes dos 736 primeiros colocados serão publicados no Diário Oficial do Município (DOM). Paralelamente, a lista completa ficará disponível para consulta pública no portal oficial do programa da Prefeitura, o Casa Vida (casavida.salvador.ba.gov.br), dentro da aba “Selecionados”. A promessa de transparência, no entanto, esbarra na responsabilidade final do candidato: qualquer omissão ou informação falsa detectada na verificação documental resulta na exclusão sumária do processo, com riscos de sanções legais. A história se repete em outros empreendimentos. O resultado é um jogo de espera onde a ansiedade por uma casa própria convive com o rigor da burocracia. A expectativa agora é que a fase de análise dos documentos pelos técnicos municipais e pela Caixa ocorra sem maiores entraves, permitindo a efetiva entrega das chaves quando as obras em Cassange forem concluídas.

 

 

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.